FOCUS TRIBUTE HOMEPAGE – 30 ANOS

 

(To the english version)


PRÓLOGO



Imagine uma tarde qualquer nos longínquos anos 70, numa casa localizada na maior cidade da América Latina. No corredor desta casa, sentado no piso de tábua-corrida encerada, está uma criança feliz. Em sua frente, uma vitrola portátil de plástico, daquelas que, ao abrir, a tampa se transformava no alto-falante. Em suas mãos, os livros com desenhos e histórias infantis, que também serviam de capas para os discos. Eram os compactos de plástico colorido que estavam tocando na vitrola.

Esta era uma cena muito comum da minha infância. A música era uma constante em nossa casa, incentivada pelo meu pai. Ele, na época de solteiro, havia trabalhado na gravadora Polygram do Rio de Janeiro, junto a João Araújo, pai de um famoso cantor pop brasileiro. Isso antes de fazer carreira numa empresa multinacional onde trabalhou por mais de 30 anos – a Philips do Brasil, empresa que englobava esta gravadora citada.

Portanto, dava para imaginar a quantidade de LPs que existiam em casa. Mas eu e meu irmão, na época, nos limitávamos aos discos com historinhas infantis. Lembro de alguns: Ursinho Puff, Pedro e o Lobo, Topo Gigio, Vila Sésamo, entre outros.



Elvis nunca entrou em nossa casa - Meu pai tinha os “discos de gente grande”. Basicamente, sua coleção era composta de LPs de música popular brasileira, seguidos de muita coisa de música clássica e alguma coisa de jazz. O problema é que “Rock” não entrava em casa. Meu pai não era apreciador do gênero e lembro dele dizendo por diversas vezes coisas não muito favoráveis ao Elvis Presley.

Quando comecei a “escolher” a minha própria música, foi do gênero discoteque, uma febre naquela segunda metade dos anos 70. Escolha essa influenciada pela TV e amigos da época. Vejam que eu ainda estava longe de ter contato com o rock de verdade!

Meu pai virou rockeiro? - Uma certa tarde meu pai apareceu em casa com uma coletânea de... Rock! Ora, ora, o que será que aconteceu com ele? Nada de mais – aquilo era um presente para um colega da firma, talvez outro apreciador de música brasileira ou clássica, e provavelmente este presente fazia parte de alguma brincadeira do pessoal do escritório. Acontece que coloquei aquele LP para tocar e acabei eu mesmo gravando em fita cassete duas das músicas. Lembro que eram "Roll Back the Water", de Bachman Turner Overdrive, e "Mamma Mia", de Left Side – essa última, por coincidência, uma banda holandesa! Este foi meu primeiro contato com o rock de verdade.


Em 1980 mudamos de casa. Finalmente saímos do aluguel e fomos para a tão sonhada casa própria que meu pai lutou por anos para conseguir construir. Já em nossa casa, numa bela tarde, ele chegou trazendo consigo uma nova aparelhagem de som, talvez para comemorar a conquista de seu novo imóvel. E quem mais usava este equipamento era eu — e uso até hoje!

Eu vivia grudado nos programas de rádio — a internet da época — principalmente nos programas alternativos. E, claro, gravei muita coisa em fitas cassete, pois ainda não tinha meu próprio dinheiro para poder comprar meus discos.

Para não me alongar muito aqui, pretendo em breve escrever um outro texto sobre este período, contendo tudo que conheci nas rádios daquela época.


Alguns dos compactos infantis da época


Tropecei na pedra fundamental Hocus-Pocus - Numa manhã de sábado, ainda em 1980, como era de costume, saímos do subúrbio e voltamos ao supermercado no qual costumávamos comprar antes de mudarmos. Meus pais foram fazer as compras, mas naquele dia eu resolvi ficar dentro do carro, no estacionamento, ouvindo a rádio. E foi neste dia que ouvi a música do Focus pela primeira vez! Sim, era Hocus-Pocus. Não preciso falar que fiquei maravilhado. E, por causa do meu ainda grande desconhecimento musical, pensei comigo: “— Essa banda vai fazer sucesso!” Mal sabia eu que a banda nem existia mais.

Portanto, dá para imaginar quanta coisa boa perdi nos anos 70, ou por ser jovem demais, ou pelo 'apartheid' musical que havia em minha casa... Fato esse que foi reparado nos anos seguintes. Simplesmente passei o restante da década de 80 enfiado em sebos, colecionando tudo de Focus que encontrava, e de Rock Progressivo em geral.




NO COMEÇO, A ESCURIDÃO


Era o ano de 1995. Ainda não haviam smartphones, Android, Google, Facebook, Instagram, E-Bay ou Amazon. Nem DVDs. Arquivos MP3 ainda ninguém conhecia. As pessoas ainda estavam apaixonadas pela novidade dos CDs e relançamentos em formato digital de seus queridos discos de vinil dos anos 60, 70 e 80. Para assistir a um filme ou desenho animado, alugava-se uma fita de vídeo-cassete na locadora Blockbuster ou em alguma outra do bairro. Havia uma grande demanda por CDs e vídeos, e milhares de lojas foram abertas pelo país, competindo com a venda destes produtos pelas grandes redes de supermercados.

O primeiro PC a gente nunca esquece - Foi neste contexto que adquirimos nosso primeiro computador, um IBM multimídia, monitor de 14 polegadas, placa de Fax-Modem de 14,4 kbps, leitor de CD e caixas acústicas. Os Apple computers eram muito caros em meu país e praticamente só as empresas os possuíam.

O combo adquirido ainda possuía, além do PC, a impressora ink-jet 850c e um scanner de mesa gigante, o modelo 4c, os dois da marca HP. Esses equipamentos haviam sido recém-lançados no mercado, portanto foi um enorme investimento na época, em termos de dinheiro. Para realizá-lo, meu pai passou meses pesquisando e guardando recortes de jornal em uma pastinha de elástico, com reportagens e anúncios sobre computadores e ofertas de equipamentos. Tudo recortado dos classificados do jornal.

Lembro que o tempo na frente da tela era disputado ferozmente entre eu, meu irmão e minha mãe. Meu pai, apesar de ter sido a pessoa que comprou o equipamento, era o que menos se interessava em usá-lo. Eu via que ele tinha muita dificuldade em usar o mouse, e talvez isto o desencorajou.

Confesso que, antes disto, nunca havia me interessado por computadores e seus sistemas operacionais complicados de operar. Então me apaixonei pelo Windows 3.1 e seu ambiente gráfico. Era incrível para mim a forma de acessar e organizar os arquivos em pastas, e mesmo o fato de poder escrever um texto, digitando sem aquele medo de errar, como era antes com as máquinas de datilografia.



Não digitarás em vão - Peguei o manual do Windows 3.1 que veio junto com o PC, e aquilo virou minha Bíblia. Dormia e acordava lendo e decorando tudo. Aprendi cada detalhe do sistema operacional e programas nativos. Dali para começar a mexer com hardware foi um pulo. Comecei a realizar pequenos upgrades, substituindo eu mesmo o Winchester (como eram chamados os HDs na época) e memórias RAM.

Na empresa para a qual eu trabalhava, uma editora de revistas, a QD, já havia um computador para o meu setor, mas não era eu quem operava. Então o fato de agora ter meu próprio PC significava que eu teria a mesma estrutura de uma empresa para continuar produzindo meu trabalho – só que agora no conforto de casa, coisa que acontece até nos dias de hoje.

Agora você já tem internet! - Assim passaram-se as semanas daquela virada de ano 1995/1996, entre aprender a usar programas como o Corel-Draw e Page-Maker, e madrugadas sem fim jogando DOOM e Heretic. Numa tarde por volta de meados de 1996, eu visitava um grande amigo do tempo de colégio, o Ricardo.

Ele virou para mim e fez uma afirmação inusitada: “— Agora você já tem internet!”. Então me entregou um disquete flexível de 3,5 polegadas — aqueles nos quais cabia a enorme quantidade de 1,44 MB de arquivos — e, junto, preso com elástico, um papel dobrado. Eram as instruções, senhas e programas necessários para 'instalar' a tal da internet no computador. Os programas eram o Trumpet Winsock para conexão e o Navegador Netscape Navigator 1.1 para navegar. A operadora seria a Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), da qual o pai dele fazia parte.




FAÇA-SE A LUZ.


A coisa toda funcionou sem problemas, e logo ouvimos o computador emitir aquele estranho barulho típico de uma placa de modem se conectando a uma linha telefônica. A partir dali tivemos a pequena noção do que depois se tornaria toda uma experiência de vida conectada.


Peregrinação - Logicamente, nada se parecia com o que temos hoje. Redes sociais eram as “BBS”, com tela preta e apenas texto, sem imagens. Lá, podíamos baixar arquivos, jogar, trocar mensagens e ler notícias em fóruns de texto. Não demorou muito, a minha casa se transformou na 'Meca' para uma peregrinação de amigos, que iam lá todas as noites conhecer e tentar entender aquela tal de internet, que todo mundo ouvia falar, mas ninguém sabia o que era.

Na época, até a trama central de uma popular novela da TV local – “Explode Coração” – girava em torno da internet, o que ajudou a atiçar a curiosidade de um enorme público que nunca nem havia usado um computador.

Caixa de Pandora - A internet em versão comercial em meu país começou em 1996, graças ao ministro das Comunicações da época, Sérgio Motta, que decidiu que ela seria acessível ao público em geral, em vez de ser exclusiva dos meios acadêmicos.

Hoje soa como um absurdo que o governo cogitasse manter a internet em ambiente restrito, mas, naquela época, este pensamento soava aceitável. Dá para ter uma boa noção de como evoluímos, apesar de eu notar que hoje em dia vários países pelo mundo se esforçam para tentar controlar a internet, essa caixa de Pandora que eles abriram!



O movimento está parado - O primeiro portal de notícias aqui, UOL, havia começado a operar alguns meses antes, em abril de 1996. Não existia ainda a figura do “webmaster”. Os sites que existiam não possuíam muita interação. Eram, no geral, de produção amadora e estáticos, ou com alguma imagem GIF para dar movimento. Vídeos, nem pensar, jamais rodariam numa conexão via linha telefônica de 14,4 kbps. Mesmo assim, estes sites causavam enorme interesse na gente, pois até então toda informação que obtínhamos era por meio de livros, revistas, da TV ou rádio.

Todos estavam ávidos em acessar para buscarem os mais variados assuntos de seu interesse: política, artes, curiosidades em geral e até sexo. Da minha parte, louco por música que sou, fui logo procurando pelos artistas que gostava: Focus, Gentle Giant, Van Der Graaf, Santana, Mahavishnu, Jethro Tull, PFM, Frank Zappa, etc. Mas confesso que fiquei um pouco decepcionado ao não encontrar muita coisa referente à minha banda preferida, o Focus...


E TUDO COMEÇOU COM UM MOUSE... E UM BLOCO-DE-NOTAS


Num final de semana, fui visitar um conhecido meu, Alexandre Fejes Neto, pessoa envolvida com o mundo da computação, que havia sido editor da filial da Revista PC Magazine em meu país, e até apresentado um programa sobre informática, o Clip Informática, na Rádio USP-FM, da universidade pública local.

Rádio para surdos - Ele havia criado o primeiro programa de rádio para surdos - Computador FM, transmitindo dados por meio das ondas sonoras, que eram decodificados pela placa de som do PC do “ouvinte” através de um software, e se transformavam em informação visual na tela do computador, fazendo com que a pessoa — mesmo sendo surda — pudesse receber essas informações via ondas de rádio. Chegou a ganhar um prêmio por isto.

Ao perceber todo meu entusiasmo com os primeiros acessos à rede e com aquela novidade toda, ele disparou: “— Por que você não cria um website?”. Aquela pergunta me pegou de surpresa. Eu pensei comigo: "Será que ele pensa que eu sou um gênio da informática?" Então respondi que não tinha ideia de como fazer. É simples — disse ele — você cria uma página HTML usando o Bloco-de-notas (editor de textos básico nativo do Windows).

Voltei para casa com aquilo na cabeça. Lógico que eu poderia pesquisar na própria rede como fazer isto, mas, por coincidência, eu tinha uma revista com um artigo ensinando os comandos básicos dos códigos HTML. Não perdi tempo, dei uma lida rápida, sentei na frente do computador e, em alguns minutos, havia criado minha primeira página de internet, usando o programa Bloco-de-notas. A página tinha minha foto no centro e um texto qualquer. Funcionou!! – pensei comigo.

Alexandre Fejes Neto
Alexandre Fejes Neto



"PERCHÉ NON PARLI?!", DIRIA MICHELANGELO


A partir deste dia, todo meu foco seria construir um site de internet digno do Focus (desculpem o trocadilho). Usando o scanner de mesa da HP, fui digitalizando meus LPs da banda. Coletei toda informação que eu possuía sobre ela até o momento. A principal delas era a biografia do Focus, que havia sido publicada no livro “Rock Progressivo” de Valdir Montanari, a primeira grande obra sobre o tema publicada em meu país em 1985.

Sinergia - Anos depois, quando o Focus lançou seu próprio site na internet, o mesmo texto do Montanari foi usado como biografia oficial da banda, o que deixou o autor muito orgulhoso, conforme o próprio me relatou. Vale mencionar que Montanari nos anos 80 apresentava um programa de rock progressivo na rádio da universidade pública de São Paulo – o Sinergia – que depois foi transmitido pela 97 FM. Harem-Scarem, do Focus, era uma das músicas-tema do programa.

 

Clique nos Botões abaixo para ouvir um trecho do Programa SINERGIA que foi ao ar em 25 de Maio de 1987 pela 97 FM:

 


Entre agosto e outubro de 1996, trabalhei incansavelmente nos arquivos HTML e imagens que viriam a formar o site do Focus. Então, em 5 de novembro de 1996, após várias semanas, a FOCUS TRIBUTE HOMEPAGE veio ao ar, hospedada no Geocities, serviço de hospedagem gratuita que ficou muito famoso na época. Ficaria assim por muitos anos, até o serviço ser suspenso, o que fez com que eu transferisse o site para um endereço próprio.

Perto do que é hoje, o site não continha muita informação, mas com certeza era o melhor que existia na época. Lembro até de um webmaster de um outro site do Focus me dizer: “— Parece-me que você está mais empenhado do que eu em ter um site do Focus!” Sim, eu estava muito entusiasmado com o projeto, e sempre que havia oportunidade e algum computador por perto, eu aproveitava para divulgar minha obra-prima. Eu sempre pesquisava novos recursos na linguagem HTML para incrementar o visual e navegabilidade do site, e cada dia que passava alguma novidade poderia ser notada nas páginas.


O livro Rock Progressivo, de Valdir Montanari. Sua biografia do Focus foi usada no Site Oficial da Banda.


Você tem site? - Uma tarde fui até a Editora QD, para a qual eu trabalhava (e trabalho). O diretor, Luciano, veio todo entusiasmado contar uma novidade para mim: A empresa agora possuía seu site na internet! Após ele acessar e navegar por todas as páginas, perguntou se eu havia gostado. Maravilha, exclamei. Ficou muito legal. Aproveitei o ensejo e sugeri: “— E você não gostaria de acessar o meu site?”. Com cara de espanto, ele me perguntou: “— Mas você também tem site?”. Respondi que não era bem o meu site, mas um que eu havia construído para uma banda holandesa, o Focus.

Lembro que ele ficou tão impressionado que, após navegar por várias páginas, virou para mim e me disse: “— Se eu soubesse que você fazia sites assim, teria passado o da editora para você fazer!”. Lógico que aquilo foi mais que um elogio, e serviu de estímulo para eu continuar naquela empreitada.

Por várias razões, acabei eu mesmo produzindo sites para várias empresas na virada do milênio (sem 'bugs'). Mas isto já é outra história que pretendo escrever em breve.





HOLLYWOOD PROCURA THIJS VAN LEER


O que eu não imaginava era a repercussão que aquilo começaria a ter. Como havia muita demanda por informação e poucos sites, logo no mesmo mês de novembro de 1996, pessoas do mundo todo começaram a entrar em contato comigo, a maioria para saber onde encontrar os CDs do Focus, ou de Thijs Van Leer.

Um e-mail que vale citar aqui foi de Mark Mancina, que se apresentava como produtor musical de filmes de Hollywood. E era ele mesmo! Entre suas obras estavam trilhas sonoras para vários filmes e animações. Transcrevo abaixo seu e-mail:

10/dez/97 Rodrigo: My name is Mark Mancina and I am a film composer (Speed, Twister, Conair) and record producer (ELP and YES). I can't find any of the Van Leer Introspection cds anywhere here in the states. Do you know where I could order them? I'd really appreciate your help. thanks Mark Mancina”

Até então, sites como Amazon e eBay estavam ainda começando e realmente era um tanto difícil encontrar CDs à venda na internet. Aquele e-mail foi a prova definitiva para mim de que meu site estava sendo acessado pelo mundo inteiro. E se Hollywood está de olho, o resto do mundo também está. Fenomenal!





SABIA QUE O FOCUS VOLTOU?


Durante todas estas décadas em que o site do Focus está on-line, recebi muita ajuda inestimável de vários fãs colaboradores. Não poderia citar um a um, pois é muita gente do mundo todo: Inglaterra, Holanda, Dinamarca, Austrália, Estados Unidos, Brasil, Espanha, Japão, Argentina, Rússia, França, Portugal, etc.

O Exército do Focus - Dentre eles, preciso destacar o Peet Johnson, da Austrália, que escreveu a excelente e mais completa biografia do Focus (cito isto logo mais adiante neste texto), o Steffen Staugaard, músico talentoso e, sem dúvidas, o maior fã do Focus da Dinamarca. Também Bert Monster, Irene Heinicke e Jan Van Beek, todos fãs holandeses do Focus, e este último o fundador do fã-clube oficial da banda nos anos 70, a FFA - Focus Fan Association.

First Focus Site Layout
O primeiro layout do Site do Focus (1996)


Tim Baugh -
Entre os mais importantes e-mails que recebi por meio do site do Focus, e faço questão de mencionar aqui, foi o de Timothy Baugh, acho que o maior fã do Focus que conheci até hoje. Preciso fazer uma menção honrosa ao Tim, por ele ter sido um dos primeiros a me procurar e por sua enorme dedicação em contribuir com o site, enviando-me quase tudo que possuía de seus arquivos pessoais.


Seu primeiro contato eu transcrevo abaixo:

18/abr/97. Did you know that Focus have reformed with Thijs van Leer, Bert Ruiter, Hans Cleuver and Wiliam van Dike on guitar? Let me know if you want more details. Tim Baugh, England.”

É claro que aquela informação me interessou demais! Então o Focus iria voltar às atividades? Que grande notícia! A partir daí comecei a trocar mensagens regulares com Tim.

Por intermédio de Tim, a versão digital da renomada Enciclopédia Oxford manteve por um tempo um verbete com menção ao Site do Focus, que foi motivo de muito orgulho para nós.

Infelizmente Tim não está mais aqui entre nós, mas sua enorme ajuda pode ser conferida no site, em cada foto ou informação creditada a ele. Talvez não tenha agradecido-lhe o suficiente, Tim, mas aproveito este texto para que fique registrado aqui meu MUITO OBRIGADO!

Ele sempre se propôs a me ajudar com o site. E ajudou muito! Mas demoraria ainda longos 5 anos para a nova formação do Focus se apresentar ao vivo e começar a excursionar pelo mundo.


Jan Akkerman e Tim Baugh - Chester-UK, 27 de julho de 1998

O Escritor de Oz - Não poderia deixar de registrar aqui também um dos fatos mais importantes destes últimos 30 anos, comemorados por meio deste texto: foi a publicação em 2013 da biografia do Focus 'Hocus Pocus: The Strife & Times Of Rock's Dutch Masters' pelo meu amigo Peet Johnson. 

Peet, um dos mais entusiasmados fãs do Focus que conheço, sempre colaborou muito com o site. De seu lar na Austrália, lançou para o mundo uma detalhadíssima biografia da banda, cujo texto foi baseado em dezenas de entrevistas e uma exaustiva coleta de material referente a tudo que diz respeito ao Focus, contando inclusive com depoimentos da própria banda. Isso tudo resultou no mais completo e fiel material publicado sobre o Focus até hoje. Recomendo a todos a leitura desta magnífica obra-prima.



A completíssima biografia do Focus de Peet Johnson

 



O HEMISFÉRIO SUL EXISTE!


Sei que o Brasil era um lugar muito remoto para o resto do mundo nos anos 70. Nada de importante acontecia aqui e vivíamos sempre em crise política e/ou econômica (o que não mudou muito nestes últimos 50 anos). Sempre ouvi falar que não compensava para os artistas investirem numa turnê por estas plagas; seria muito dispendioso e cansativo.


De memória, lembro apenas de alguns artistas que se arriscaram a isto na primeira metade dos anos 70, como David Clayton-Thomas, do Blood Sweat and Tears (1972), Santana (1973), Alice Cooper e Miles Davis (1974), Rick Wakeman e Jackson Five (1975).

A maioria desses que vieram estava envolvida em grandes turnês mundiais, o que justificava o empreendimento. Mas, infelizmente, as principais bandas de rock — e principalmente do Rock Progressivo — não estiveram por aqui naquela época. Então ficamos sem ver Focus, Yes, PFM, Pink Floyd, Jethro Tull, Gentle Giant, King Crimson, Camel, entre tantos outros, quando estavam em seu auge criativo.


O segundo layout do Site do Focus (2000)


Back to the Future - Vamos voltar a 1996. Como disse anteriormente, as redes sociais ainda não existiam como são hoje. Nem smartphones. As poucas pessoas que tinham acesso à internet descobriram-na exclusivamente por meio de sites, que eram feitos muitas vezes de forma amadora, mas já contendo muito conteúdo relevante. Vale destacar a “Gibraltar Encyclopedia of Progressive Rock (GEPR)”, um trabalho muito bom, contendo referência de todas as bandas do gênero Rock Progressivo, e que infelizmente não existe mais.

A cada dia mais e mais pessoas acessavam sites, ávidas por informação. O site do Focus começou a ter acessos do mundo todo, e com isso, muita interação também, por meio de e-mails que eram publicados no próprio site – vejam a seção “Focus On Fans”. Então muitos perceberam que era um site sobre o Focus feito no Brasil. Ok, nada de mais nisto, pois, na época, a Akkernet, o site oficial de Jan Akkerman, era produzido na Inglaterra, por um inglês. Esse sempre foi o espírito da internet, não ter fronteiras.

 

Estradas Incas - Mas nem todo mundo conhecia o Focus. Penso que esta questão de conhecer ou não um artista também é uma questão geracional. Por exemplo, lembro de um episódio contado a mim por um saudoso amigo da família, o Fernando, muito fã do Focus também. No final dos anos 90, ele estava visitando as famosas ruínas de Machu-Picchu, no Peru, e se deparou com um grupo de jovens holandeses. Então foi tentar começar uma interação com o grupo, e foi logo dizendo: “— Sou muito fã da banda holandesa Focus!” Na verdade, esta frase acabou causando efeito contrário nos jovens. A estranheza no olhar era geral. Nenhum deles nunca havia ouvido falar da banda Focus.



Contei esta história pessoalmente para o Thijs Van Leer e percebi que ele ficou por um pouco decepcionado com estes novos “fãs” holandeses... Estava claro que já era a hora do Focus voltar à vida e ser conhecido por toda uma nova geração, que também tinha todo o direito de apreciar a fina arte destes músicos incríveis.



Então o Brasil conhece o Focus? - Sim, conhece sim. Igual ao resto do mundo, também aqui “Hocus-Pocus” foi tocada bastante nas rádios nos anos 70. Todos os seus álbuns foram lançados aqui pela Polygram. Não é de espantar que esta informação sobre o site tenha chegado aos ouvidos da banda, e acredito que foi essa informação – de que eles eram conhecidos e tinham muitos fãs por aqui – a responsável pelo Focus incluir a América do Sul quando resolveu sair em sua nova turnê mundial em 2002.

Quando Willem Hubers, o empresário do Focus na época, me enviou a cópia de divulgação do novo álbum, Focus 8, eu fiquei muito feliz. Nesta edição de divulgação, Willem me agradece no encarte “for keeping the website alive”. Este encarte pode ser lido na seção de álbuns do site (Alternate Covers). Esta foi a prova de que eles conheciam muito bem o meu trabalho!


O encarte promocional do Álbum Focus 8, com o agradecimento pelo Site

Agora sabemos que o Focus havia retornado às atividades, e que sabia que existiam fãs da Banda no Brasil. Portanto, nas linhas a seguir vou descrever minhas experiências pessoais com as vindas da Banda ao meu país a partir de 2002, pois são fatos que vivenciei.



CRUZANDO A LINHA DO EQUADOR



Ninguém pode imaginar o meu grau de entusiasmo quando soube que o Focus viria finalmente apresentar-se em meu país, Brasil. Então finalmente iria acontecer o grande momento: Focus tocando suas memoráveis obras em meu próprio país.

Focus 8 - Em 2002, após passar por algumas capitais da América do Sul, a primeira apresentação aqui seria na cidade do Rio de Janeiro – naquela época eu morava em São Paulo, um pouco mais de 400 km de distância do Rio. O show do Focus seria parte do Festival “Rio Art Rock Festival”. E, por divulgar o evento no Site, eu fui convidado pela produção do festival para assistir à apresentação do Focus, com direito a sentar na primeira mesa em frente ao palco.

Logicamente, antes do show, eu já havia encontrado a banda no hotel onde ela se hospedava. Acompanhei a banda em vários eventos no Rio e em São Paulo entre 2002 e 2003, com aquela mesma formação.



Focus in Family - Ainda em 2002 tive a oportunidade de presentear o Thijs Van Leer com uma pintura que fiz baseada na foto de capa de seu álbum solo “Bach for a new age”. Thijs ficou muito feliz em receber o presente e, em visitas posteriores, contou-me que havia pendurado o quadro num dos corredores principais de sua casa. Mas, por solicitação de sua esposa na época, precisou realocar o quadro em outro lugar, pois, segundo ela, estava ficando cansada de ver seu rosto tantas vezes por dia...


O quadro que pintei de presente para o Thijs Van Leer que precisou ser removido de lugar

Preciso mencionar aqui outro grande fã brasileiro do Focus, o meu amigo Altino. Ele, junto de sua esposa e filhos, foi pessoalmente várias vezes buscar a banda no aeroporto para levá-los ao hotel. Recepcionaram a banda e os fãs para vários encontros memoráveis também. Criaram camisetas com a frase “Focus in Family”, que Thijs usou em vários shows pelo mundo, gerando uma curiosidade: o que seria “Focus in Family”? Agora essa dúvida está respondida!


Thijs Van Leer e a Focus Family, na Kiss FM - São Paulo, 09 de Maio de 2005

Você disse “Thijs Van Leer”? - Era de se notar como eu estava entusiasmado por esta volta do Focus e pelas excursões da banda em meu país. Consegui contagiar até minha própria mãe, que quis conhecer as músicas e até decorou os nomes dos músicos.

Num certo dia, ela, conversando com sua prima, relatou as minhas idas e vindas junto à banda, o Focus, e tudo aquilo. Quando minha mãe tocou no nome de Thijs Van Leer, sua prima fez cara de surpresa e perguntou: “Você disse Thijs Van Leer?”. Acontece que o marido dela trabalhava na Philips, e os dois moraram por alguns anos na Holanda, nos anos 70, onde ele foi transferido para trabalhar na matriz da empresa.

Este nosso primo tinha o gosto musical muito parecido com o do meu pai (como eu contei na primeira parte deste texto). Ou seja, basicamente ouvia música brasileira e música clássica. Então, quando minha mãe falava do Focus, provavelmente sua prima não tinha nenhuma referência, mas, quando falou em Thijs Van Leer, depois do espanto, ela completou: “Nós temos um LP do Thijs Van Leer! Fale para o Rodrigo que vou guardar este álbum para ele!”. Provavelmente este LP era um da série “Introspection”.

Infelizmente ainda não calhou de eu ser presenteado com este LP, se é que ele ainda existe. Mas, se você estiver lendo isto, Silvia (sim, este é o nome de nossa prima, apenas por coincidência, o mesmo nome de um dos maiores sucessos do Focus), pode manter este LP guardado para mim!



Silvia e Thijs Van Leer


Tom Jobam? -
Em março de 2003, um dia antes da apresentação do Focus em minha cidade, São Paulo, eu e outros fãs encontramos o Focus no hotel em que estavam hospedados. Thijs disse-nos que gostaria de assistir a uma apresentação que ele acreditava ser uma homenagem ao maestro Tom Jobim. Então fomos ao Sesc Pompeia, uma espécie de centro cultural na cidade, com restaurante, escolas de arte e teatro. O restante da banda permaneceu no hotel; apenas Thijs e o baterista Bert vieram conosco.


Durante a apresentação, Thijs não reconheceu nenhuma das composições. Mais tarde descobrimos que o espetáculo era uma homenagem ao maestro Jobam — João Batista Martins, que havia falecido um ano antes — e não Tom Jobim — um engano na leitura, mas que acabou não sendo ruim, pois Thijs e Bert gostaram muito do show, baseado na música instrumental brasileira e com diversos artistas convidados, como Banda Mantiqueira, Bocato, Alex Bessa, Silvinho Mazuca, entre outros, todos músicos de primeira linha.

Após a apresentação, fomos aos bastidores conversar com os músicos. Eles então nos convidaram para acompanhá-los a um bar de jazz que existia na época, chamado Garoa, localizado num imóvel na zona sul da cidade, com um pequeno palco e decoração inspirada em capas de discos de jazz.

Depois de comermos e bebermos, Thijs pediu um microfone e começou a cantar com os músicos, em uma bela improvisação. Um dos artistas presentes, Michel Freidenson, disse que adorava a música Focus V e contou a Thijs que ela havia sido a "trilha sonora" de seu casamento. Então Thijs a tocou para todos nós. Michel entrou em êxtase!

No palco havia um contrabaixo acústico, que pertencia ao saudoso músico americano Pete Woolley, e com este instrumento nosso amigo Elias Frederico, grande fã do Focus, realizou o sonho de sua vida: tocar com Van Leer! Depois desta noite, Freidenson e Van Leer ficaram muito amigos, resultando em outro acontecimento que descrevo mais adiante neste texto.


A noite mágica no Bar Garoa em 13 de Março de 2003 - Da esquerda para a direita: Michel Freidenson, Thijs Van Leer, Silvinho Mazuca, Pete Woolley (in memoriam), Walmir Gil, Nailor Azevedo, Bert Smaak, Fabio Sales e Elias Frederico.

Barbecue-Session - Em 2005, junto a uma legião de fãs, organizamos um enorme churrasco com o Focus, na residência do Elias Frederico, com direito a Jam-Session com amigos. Estavam presentes músicos do mais alto nível, como Michel Freidenson e Nuno Mindelis – este último premiado em 1998 como melhor guitarrista de blues do mundo pela Revista Guitar Player.

A partir daí, o Focus veio regularmente ao Brasil; me recordo dos shows em 2010, 2012, 2014, 2017. Sempre que vinham, eu e outros fãs nos reuníamos com a banda. Foram sempre momentos mágicos, numa atmosfera de muita amizade, com tudo sempre girando ao redor da música.


Churrasco e Jam-Session com os fãs em São Paulo, 28 de maio de 2005. Da esquerda para a direita: Nuno Mindelis, Michel Freidenson, Elias Frederico e Bobby Jacobs




NOSSO MAIOR ERRO



Perguntei ao Thijs, em meu primeiro encontro com ele, o porquê da banda nunca ter se apresentado por aqui nos anos 70, e ele me respondeu: “— Esse foi nosso maior erro”. Ao que tudo indica, erro este que ele tentou corrigir, tendo em vista as inúmeras apresentações que o Focus fez em terras brasileiras nos anos que se seguiram.



Uma prova disto foi a enorme colaboração com músicos brasileiros. O fato de Jan Dumée já ter vivido uma época no Brasil e falar português ajudou muito. O ponto alto de toda esta interação talvez tenha sido o lançamento do álbum 'Focus 8.5 – Beyond the horizon' ou simplesmente 'Focus And friends', em 2016. Neste álbum, a parceria de músicos dos 2 países, Holanda/Brasil, resultou numa obra de estilo Jazz/Fusion/World Music, e contou com a produção do músico Márvio Ciribelli. Vale a menção de que Márvio tem uma irmã, Milena, que ficou famosa no Brasil como apresentadora de programas esportivos e é muito fã do Focus.


Milena e o desenho que ganhou de Thijs Van Leer - São Paulo, 16 de Setembro de 2017


Mares do Norte - Michel Freidenson, outro músico brasileiro com carreira internacional, relata que, em 2004, após sua apresentação no North Sea Jazz Festival, onde foi uma das atrações com a sua banda Michel Freidenson Jazz Quartet, telefonou para Thijs Van Leer perguntando se poderia visitá-lo em sua casa na Holanda. Thijs respondeu que poderia recebê-lo por uma meia-hora, mais ou menos. A visita acabou durando o dia inteiro, com direito a uma jam-session particular entre os 2 músicos. Infelizmente, isto não foi gravado em vídeo, para tristeza de nós, fãs!


Michel Freidenson visita Thijs Van Leer em sua casa na Holanda em julho de 2004


Mares do Sul -
Não posso deixar de citar um fato que marcou a passagem do Focus por aqui em 2005. Foram as viagens que os fãs fizeram com a Banda para a cidade litorânea de Ubatuba, no litoral norte do estado de São Paulo.  Felizmente eu fui convidado para participar de uma destas visitas. Ubatuba é um lugar paradisíaco, com mais de 90 praias, cada uma mais bonita que a outra. Thijs Van Leer simplesmente amou o local, e pediu para voltar. Bobby também ficou impressionado pela beleza, e nomeou de 'Sylvia’s Stepson - Ubatuba' uma das músicas do próximo álbum que viria, o Focus 9 New Skin.


Bobby Jacobs, Geert e Thijs Van Leer em Ubatuba

 


CONCLUSÃO



Desde o início da internet e por longos anos, um website era um produto para ser visualizado numa tela de computador. Pode-se dizer que, durante este período todo, eles perderam um pouco do glamour e impacto que tinham há 30 ou 20 anos. Hoje a banda tem o seu próprio website. Ok, as redes sociais vieram e tomaram conta de quase tudo, conquistaram a atenção e mudaram os hábitos das pessoas, assim como os smartphones. Todo conteúdo que existia nos sites teve que se adaptar a esta mudança.


É claro que o Focus também está presente nas novas mídias – redes sociais, streamings, etc., mais vivo do que nunca, angariando e sendo divulgado por novos fãs, que talvez ainda nem eram nascidos em 5 de novembro de 1996, quando a primeira página HTML do Site do Focus foi acessada no Geocities. É o caso de Elias Veine Viig, da Noruega – talvez o maior fã do Focus da nova geração.

Focus at Rainbow or Focus at Youtube? - Hoje também, por meio do YouTube, qualquer um pode ouvir qualquer canção da banda ou assistir ao outrora raríssimo show “Focus Live At Rainbow”, motivo de eu ter recebido tantos e-mails no passado de fãs loucos para conseguirem uma cópia desta fita VHS. Por incrível que pareça, a única cópia deste show que ficou disponível por vários anos era uma gravação de um programa dos anos 70 da TV brasileira, “Rock Concert”. Hoje este show e muitos outros já estão disponíveis em lançamentos oficiais.

Portanto, a principal função do Site do Focus hoje é concentrar em um único local o máximo de informações sobre a banda e tudo relativo a ela. Informações que foram coletadas por longas 3 décadas e que vieram de todos os cantos do planeta. Mais informação até do que podemos encontrar na própria Wikipédia.


Durante anos todo fã do Focus procurava pela gravação em video desta famosa apresentação


Moving waves - Durante estas 3 décadas em que o site está no ar, muita coisa aconteceu na vida de todo mundo, e também com o Focus. A parte triste fica por conta das passagens do fã Tim Baugh, dos músicos Bert Ruiter e Hans Cleuver, e do empresário (e músico também) Willem Hubers, todos tão importantes nesta trajetória. As formações mudaram. Pierre Van der Linden entrou; Jacobs e Dumée saíram. Menno e Udo vieram somar forças e contribuir para que a obra do Focus continue sendo apreciada mundo afora.

No momento estou feliz em saber que o Focus está a todo vapor, realizando shows na Europa em pleno ano de 2026 – exatos 30 anos desde o início de meu site. Isto pode ser conferido numa sessão específica do site, Live Records Known To Exist (LRKTE), onde listo todas as apresentações conhecidas que tenham sido registradas por algum fã da banda pelo mundo.

Fazendo história - Há poucos dias, assistindo ao canal History, vejo um documentário sobre o início dos sites da Amazon e do eBay nos anos 90, e penso comigo: “Eu vivi isto também!” E agora assisto da poltrona de casa a história da qual participei. Viajo nos pensamentos e imagino que talvez o canal History faça um especial sobre o nascimento do maior site do mundo sobre o Focus. Mas não, acho que não, estou delirando...



Ter vivido aquela época mágica do início da Internet e ter interagido da melhor forma, que foi colaborando com a construção de um site para divulgar artistas dos quais eu sempre fui fã, foi um motivo de grande satisfação pessoal, e penso eu, analisando as coisas boas que aconteceram em minha vida, que esta foi certamente uma das melhores.

Ao infinito e além! - Comento com minha esposa que comecei a escrever um texto para celebrar os 30 anos do site, e de repente percebi que já havia escrito mais de 15 páginas. Então ela me perguntou quem ia ler tudo isto. Eu respondi que ninguém leria isto. Era só para eu nunca esquecer de tudo de bom que aconteceu!



E aqui, em frente à tela do computador onde digito estas linhas, faço votos de que tudo isto dure por pelo menos mais 30 anos!
Meu muito obrigado a todos que fizeram parte desta história. Vejo vocês on-line.


Um grande abraço,

Rodrigo Mantovani
Webmaster da Focus Tribute Homepage
rodrigo.mantovani@gmail.com

mpq.com.br/focus
Julho de 2026.

 

AGRADECIMENTOS:

Peet Johnson, Elias Frederico, Michel Freidenson, Altino José Paulo, Simone LM, Luciano SP, Ricardo Orsi, Tim Baugh (In memoriam), Alex Fejes Neto (In memoriam), Valdir Montanari, William 'Uncle Bil' da Quadrophenia Discos (Galeria do Rock, São Paulo).
Imagens neste texto: Arquivos do autor, Chat GPT, Dola IA.

 


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