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Por Ezequiel Neves
O
simples fato de ter levado ao Palácio das Convenções do Anhembi uma platéia
superior a 60.000 pessoas, durante sete dias e oito noites, consagra
triunfalmente a realização do Primeiro Festival Internacional de Jazz de São
Paulo. E o melhor: o fato de pelo menos metade dessa platéia ser composta de
jovens que antes nunca haviam travado contato com o idioma de Louis Armstrong
dignifica ainda mais a ótima idéia da Secretaria da Cultura, Ciência e
Tecnologia. que transformou São Paulo, do dia 11 ao dia 18 de setembro de 1978, em
capital mundial do jazz.
Lógico que um evento monumental como esse iria
gerar muitas controvérsias. E as discussões partiram, principalmente, de
puristas e retrógrados que insistem ainda em rotular o que é e o que não é jazz.
O que não deixa de ser um papo muito do furado: durante mais de seis décadas, o
jazz tem se firmado justamente por ser uma linguagem musical aberta a todas as
influências. E os instrumentistas que integram suas trincheiras sempre souberam
absorver e transcender todas as experiências do presente. Tendo por base a mais
sadia improvisação, o jazz, acústico ou elétrico, provou mais uma vez ser o
idioma musical popular sem as fronteiras que limitam repressivamente o passado,
presente e futuro.
ARTIGOS :
FOTOS :
Artigos e fotos extraidos da Revista
POP Nº 73,
novembro de 1978.
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